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Eixo Temático

Pobreza, Desigualdades, Educação

Pobreza em múltiplas dimensões no Brasil, em articulação com desigualdades e educação, a partir dos dados do Censo Demográfico 2022 e de suas expressões territoriais.

A desigualdade no Brasil não é apenas elevada: ela é difícil de enxergar com precisão. A renda mostra uma parte do problema, mas não revela como privações se combinam e se acumulam na vida das pessoas. Educação precária, acesso limitado a serviços, saneamento insuficiente, condições habitacionais desiguais e oportunidades territoriais distintas operam em conjunto, produzindo trajetórias que desaparecem quando cada dimensão é observada isoladamente.

Essa dificuldade é também um problema de mensuração. Diferentes formas de medir produzem diferentes diagnósticos, definem quem aparece como vulnerável e orientam prioridades públicas distintas. Os dados revelam padrões, mas também impõem limites: aquilo que não é captado tende a permanecer fora da agenda. Ao mesmo tempo, políticas que atuam sobre renda, educação, infraestrutura e proteção social não avançam no mesmo ritmo, alternando continuidades, interrupções e desigualdades de implementação.

Este eixo reúne pesquisas que tratam da pobreza e das desigualdades como fenômenos multidimensionais, territoriais e institucionais. A renda é uma porta de entrada, mas não percorre o caminho inteiro: há privações que se acumulam no domicílio, na escola, no saneamento, no território, no trabalho e na capacidade do Estado de reconhecer quem ficou para trás. Os subprojetos mostram que enfrentar desigualdades exige olhar também para aquilo que permanece mal medido, disperso ou naturalizado.

Leitura do Eixo

Medir o que se acumula

A desigualdade brasileira exige instrumentos capazes de reconhecer o que se acumula: renda insuficiente, privações simultâneas, direitos incompletos, trajetórias educacionais desiguais, vulnerabilidades futuras e estruturas produtivas concentradas.

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Subprojetos