Vulnerabilidade climática nas cidades brasileiras: adaptação climática, desigualdade urbana e inteligência territorial
Aristóteles Teobaldo Neto
ENCE/IBGE
Resumo Executivo
Os impactos das mudanças climáticas nas cidades brasileiras não se distribuem de forma homogênea. Eventos extremos, como enchentes, deslizamentos e ondas de calor, atingem de maneira mais intensa grupos sociais e territórios específicos que este trabalho pretende diagnosticar e mapear. Apesar disso, grande parte dos diagnósticos sobre vulnerabilidade climática ainda opera em escalas agregadas, incapazes de captar diferenças intraurbanas decisivas para compreender como os riscos se distribuem dentro das cidades.
Esse problema se evidencia especialmente nas periferias urbanas, onde pobreza, deficiência de saneamento, precariedade habitacional e baixa cobertura de infraestrutura se combinam com maior exposição a eventos climáticos extremos. A utilização de indicadores municipais amplos tende a ocultar essas desigualdades, produzindo leituras espaciais pouco precisas sobre vulnerabilidade climática urbana.
O subprojeto investiga a vulnerabilidade climática nas cidades brasileiras a partir da articulação entre dados censitários, cartografia urbana e bases ambientais. A pesquisa utiliza setores censitários como unidade de análise para construir indicadores em pequena escala capazes de identificar padrões espaciais pouco visíveis nas leituras agregadas.
A análise demonstra que áreas urbanas com maior presença de população negra, crianças e baixa renda concentram condições mais críticas de vulnerabilidade climática. Os resultados também evidenciam que a ausência de indicadores nacionais em alta resolução dificulta a produção de leituras espaciais mais precisas sobre desigualdades urbanas e exposição aos riscos climáticos.
Ao propor uma leitura espacializada da vulnerabilidade climática, o subprojeto contribui para ampliar a compreensão sobre desigualdades urbanas e fortalecer instrumentos de análise territorial voltados à prevenção de riscos e à adaptação climática nas cidades brasileiras.
Atualizado em: 24 de junho de 2026. Status: pesquisa em andamento.
Questão Norteadora
"Como as variáveis do Censo Demográfico 2022 podem revelar, em escala intraurbana, os grupos sociais mais vulneráveis e subsidiar políticas de adaptação climática nas cidades brasileiras?"
Achados Preliminares
A vulnerabilidade climática urbana é multidimensional e depende da relação entre exposição a ameaças, condições sociais, infraestrutura, capacidade adaptativa e formas de ocupação do território.
Indicadores agregados em escala municipal ocultam desigualdades intraurbanas decisivas para compreender a distribuição dos riscos climáticos nas cidades brasileiras.
Áreas urbanas com maior presença de população negra, crianças, baixa renda, precariedade habitacional e deficiência de saneamento concentram condições mais críticas de vulnerabilidade climática.
Risco e vulnerabilidade são produzidos por processos sociais, econômicos, políticos e territoriais, variando no tempo e no espaço.
A articulação entre dados censitários, cartografia urbana e bases ambientais permite produzir leituras espaciais mais precisas sobre vulnerabilidade climática.
A leitura intraurbana pode apoiar critérios de priorização territorial para políticas de prevenção de riscos e adaptação climática.
Usos e Desdobramentos
Formulação de políticas públicas
Recomendações para gestores públicos
Texto para Discussão
Debate e implicações públicas
Dados e visualizações
Indicadores e dados em formato visual
Documentos da Pesquisa
Artigo Conceitual
Artigo conceitual desenvolvido com base na proposta.
Em breveRelatório Final
Relatório final consolidando os achados da pesquisa.
Em breve