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Dados e Visualizações

Violência intrafamiliar contra a mulher: padrões e evidências

Síntese

A integração entre Cadastro Único, registros do Poder Judiciário, Programa CMais Mulher e o Censo Demográfico permite ampliar a análise da violência intrafamiliar contra a mulher, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social. O crescimento dos registros ao longo do período deve ser interpretado à luz da ampliação da rede de atendimento e do aprimoramento dos mecanismos de identificação e notificação dos casos.

Indicadores de Abertura

Estatísticas gerais sobre violência doméstica, medidas protetivas e infraestrutura de atendimento em Sergipe.

44.472processos de violência doméstica
34.743medidas protetivas emitidas
487feminicídios registrados
44Centros de Referência de Atendimento à Mulher ativos em 2025
31municípios ainda sem Centro de Referência de Atendimento à Mulher

Evolução dos Registros (2020–2025)

O crescimento dos registros reflete tanto o agravamento da violência quanto a ampliação da capacidade institucional de identificação, acolhimento e resposta, indicando maior visibilidade do problema e expansão da atuação estatal.

20202021202220232024202503.5007.00010.50014.000
  • Violência doméstica
  • Medidas protetivas
  • Feminicídios

Perfil das Vítimas

Características demográficas, socioeconômicas e familiares das mulheres registradas como vítimas.

Idade média35,3 anos
Grupo predominante30 a 39 anos37,92% das vítimas
Mulheres com filhos88%
Média de filhos2,6 filhos por mulher
Mulheres pardas~79%
Sem ocupação formal~61%
Renda per capita médiaR$ 147,52considerando renda nula

Tipos de Violência

A predominância da violência psicológica e moral demonstra que a violência doméstica não se restringe à agressão física e exige políticas públicas de proteção mais amplas, capazes de reconhecer formas persistentes e menos visíveis de violação.

0%10%20%30%40%PsicológicaFísicaMoralPatrimonialSexual

Expansão da Rede de Atendimento

A ampliação da rede de atendimento modifica a capacidade de registro, acolhimento e proteção, contribuindo para o aumento das notificações e das medidas protetivas. Ainda assim, 31 municípios permanecem sem Centro de Referência de Atendimento à Mulher, revelando desigualdade de cobertura territorial e limites importantes para o diagnóstico e a resposta institucional.

2015

3

Centros de Referência de Atendimento à Mulher ativos

→

2025

44

Centros de Referência de Atendimento à Mulher ativos

Integração de Bases

O Cadastro Único funciona como base integradora e permite recuperar perfil socioeconômico, vulnerabilidade social e distribuição territorial das vítimas.

Programa CMais Mulher

Registros brutos3.308
↓
Observações finais2.908
↓
Mulheres no CadÚnico2.678
↓
Taxa de pareamento92%

TJSE — Tribunal de Justiça de Sergipe

Registros processuais27.406
↓
Vítimas distintas17.075
↓
Mulheres pareadas ao CadÚnico12.840
↓
Taxa de pareamento75,2%

Principais Evidências

  1. 1

    Bases isoladas reduzem a capacidade de diagnóstico e formulação de políticas públicas.

  2. 2

    O Cadastro Único amplia o potencial analítico ao integrar dados sociais, de saúde e justiça.

  3. 3

    A violência doméstica exige leitura familiar e territorial, e não apenas individual.

  4. 4

    Integrar dados é ampliar proteção e capacidade estatal de resposta.

Fonte e elaboração

Pesquisa de referência: Kleber Fernandes de Oliveira. Visualizações elaboradas a partir dos dados e materiais disponibilizados ao projeto. A seleção apresentada busca destacar evidências relevantes para a compreensão pública dos achados do subprojeto, sem substituir bases originais, documentação técnica ou análises completas da pesquisa.