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Territórios e Vulnerabilidades

Mosaicos de Áreas Protegidas: delineando vias inovadoras para a integração de políticas públicas no âmbito da agenda da sociobiodiversidade no Brasil

Marta de Azevedo Irving

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Pesquisadores Associados: Thais Moreno Soares, Marcelo Augusto Gurgel de Lima, Renata Amorim Almeida Fonseca, Yasmin Xavier Guimarães Nasri
Governança socioambientalSociobiodiversidadeMosaicos de Áreas ProtegidasDesenvolvimento territorial sustentávelPlanejamento territorial
ODS 11 — Cidades e comunidades sustentáveisODS 13 — Ação contra a mudança global do climaODS 15 — Vida terrestreODS 16 — Paz, justiça e instituições eficazes

Resumo Executivo

As políticas de conservação da biodiversidade no Brasil ainda operam, em grande medida, a partir de escalas administrativas fragmentadas e pouco compatíveis com a dinâmica dos territórios. Essa dissociação dificulta a coordenação entre políticas públicas e limita a construção de estratégias territorialmente coerentes para enfrentar conflitos socioambientais e sustentar modos de vida associados à sociobiodiversidade.

O problema torna-se particularmente evidente em regiões onde unidades de conservação, territórios urbanos, áreas rurais, populações tradicionais e atividades econômicas coexistem sob múltiplas formas de uso e pressão sobre o território. Nesses contextos, a fragmentação institucional tende a produzir respostas setoriais pouco aderentes às dinâmicas territoriais concretas.

O subprojeto investiga os Mosaicos de Áreas Protegidas como estratégia de governança territorial voltada à coordenação entre conservação ambiental, planejamento regional e gestão compartilhada. A pesquisa toma como referência o Mosaico Central Fluminense para examinar como diferentes escalas de gestão e instrumentos institucionais operam na mediação de interesses sociais, econômicos e ambientais em territórios complexos.

A análise sustenta que os mosaicos oferecem possibilidades de organização territorial das políticas públicas ao articular proteção ambiental, usos do território e gestão compartilhada em uma mesma escala de governança. Nessa leitura, deixam de ser apenas instrumentos técnicos de gestão e passam a ser tratados como espaços de experimentação institucional em contextos marcados por múltiplos interesses e formas de ocupação.

Ao relacionar sociobiodiversidade, conservação ambiental e governança territorial, o subprojeto propõe uma leitura das políticas ambientais baseada nas relações entre território, população e gestão pública. A contribuição do estudo está em tratar os mosaicos como escalas concretas de governança, capazes de revelar como conservação, usos do território, populações locais e coordenação pública se encontram em regiões marcadas por múltiplos interesses e pressões socioambientais.

Atualizado em: 24 de junho de 2026. Status: pesquisa em andamento.

Questão Norteadora

"Como os Mosaicos de Áreas Protegidas podem contribuir para a construção de escalas territoriais de governança capazes de integrar conservação da biodiversidade, desenvolvimento territorial sustentável e coordenação de políticas públicas em contextos marcados por desigualdades socioambientais e fragmentação institucional?"

Achados Preliminares

1

Os desafios associados à conservação ambiental no Brasil envolvem limites de coordenação entre políticas públicas formuladas a partir de escalas administrativas frequentemente pouco compatíveis com a dinâmica dos territórios.

2

Os Mosaicos de Áreas Protegidas ampliam a compreensão da conservação da biodiversidade ao reunir proteção ambiental, populações locais e usos distintos do território em uma mesma escala de governança.

3

A fragilidade das políticas socioambientais está associada à dificuldade de construir estratégias territorialmente coordenadas em contextos atravessados por múltiplos interesses sociais, econômicos e ambientais.

4

A agenda da sociobiodiversidade exige abordagens capazes de aproximar informações ambientais, sociais e territoriais na leitura de dinâmicas regionais complexas.

5

O Mosaico Central Fluminense é tratado como território de observação para analisar relações entre conservação da biodiversidade, governança territorial e escalas de gestão pública.

6

Os mosaicos podem ser compreendidos como espaços de experimentação institucional para integração de políticas públicas em territórios marcados por sobreposição de usos, conflitos e demandas de proteção socioambiental.

Usos e Desdobramentos

Formulação de políticas públicas

Recomendações para gestores públicos

Em preparação

Texto para Discussão

Debate e implicações públicas

Em preparação

Dados e visualizações

Indicadores e dados em formato visual

Em preparação

Documentos da Pesquisa

Etapa 1

Proposta Inicial

Proposta inicial de pesquisa apresentada ao projeto.

PDF
Etapa 2

Artigo Conceitual

Artigo conceitual desenvolvido com base na proposta.

Em breve
Etapa 3

Relatório Final

Relatório final consolidando os achados da pesquisa.

Em breve