Trabalho decente e mudanças climáticas em municípios brasileiros
Paula Vivacqua Boarin
Resumo Executivo
A adaptação às mudanças climáticas costuma ser lida a partir da exposição dos territórios a riscos ambientais. Este subprojeto desloca essa leitura ao perguntar como condições de trabalho, renda e proteção social podem qualificar a compreensão da vulnerabilidade municipal. A hipótese de partida é que municípios expostos a riscos semelhantes podem apresentar capacidades muito distintas de resposta.
A pesquisa articula o conceito de vulnerabilidade climática do IPCC — exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação — à noção de trabalho decente formulada pela OIT. Com isso, indicadores de trabalho e renda deixam de aparecer apenas como variáveis socioeconômicas gerais e passam a ser tratados como dimensões relevantes da sensibilidade social e da capacidade adaptativa dos territórios.
O eixo conceitual já consolidado mostra que o ODS 8 incorporou o trabalho decente, mas seus indicadores capturam apenas parte da densidade do conceito. Emprego, formalização, rendimento e desemprego são dimensões importantes, mas não esgotam proteção social, diálogo social, direitos trabalhistas, segurança, igualdade de oportunidades e precarização.
A etapa empírica deverá combinar informações sobre vulnerabilidade climática, trabalho, renda, proteção social e estrutura institucional dos municípios. A contribuição atual do subprojeto está em construir uma ponte analítica entre adaptação climática e trabalho decente, indicando que a capacidade municipal de enfrentar riscos ambientais depende também das condições concretas de inserção laboral e proteção social de sua população.
Atualizado em: 24 de junho de 2026. Status: pesquisa em andamento.
Questão Norteadora
"Como indicadores associados ao trabalho decente podem qualificar a leitura da vulnerabilidade climática em municípios brasileiros expostos a riscos ambientais, especialmente nos componentes de sensibilidade e capacidade de adaptação?"
Achados preliminares
A vulnerabilidade climática municipal não se explica apenas pela exposição ambiental; sensibilidade e capacidade de adaptação também dependem de condições sociais, econômicas, laborais e institucionais.
Indicadores associados ao trabalho decente podem qualificar a leitura da vulnerabilidade climática ao revelar diferenças de renda, formalização, proteção social e capacidade de resposta entre municípios expostos a riscos semelhantes.
O conceito de trabalho decente é mais amplo do que os indicadores usualmente mobilizados pelo ODS 8, pois envolve também direitos, segurança, igualdade de oportunidades, diálogo social e proteção continuada.
A articulação entre vulnerabilidade climática e trabalho decente permite deslocar a adaptação de uma agenda exclusivamente ambiental para uma agenda socioinstitucional.
A etapa empírica deverá testar como bases de trabalho, renda, proteção social e estrutura institucional podem ser combinadas para caracterizar sensibilidade e capacidade adaptativa em municípios brasileiros.
A contribuição atual do subprojeto está em construir uma matriz analítica para aproximar adaptação climática, condições de trabalho e proteção social.
Usos e Desdobramentos
Formulação de políticas públicas
Recomendações para gestores públicos
Texto para Discussão
Debate e implicações públicas
Dados e visualizações
Indicadores e dados em formato visual
Documentos da Pesquisa
Artigo Conceitual
Artigo conceitual desenvolvido com base na proposta.
Em breveRelatório Final
Relatório final consolidando os achados da pesquisa.
Em breve